quarta-feira, 30 de novembro de 2011
MST ocupa sedes do Incra no Pontal do Paranapanema.
Em mobilização nacional, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupa desde a manhã desta quarta-feira (30) todas as sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Na região de Presidente Prudente, os escritórios em Mirante do Paranapanema e Teodoro Sampaio foram tomados por integrantes do MST, que reivindicam a destinação de três fazendas para a reforma agrária. Uma delas, a Fazenda Nazaré, pertence ao ex-prefeito prudentino, Agripino de Oliveira Lima.
Representantes do MST estão em Brasília negociando com o governo federal a retomada do plano de reforma agrária no país. Eles também pedem a liberação de R$ 400 milhões que seriam destinados aos assentamentos.
Segundo o integrante da direção regional do MST, José Aparecido Gomes Maia, caso não haja entendimento nesta quarta-feira, os trabalhadores permanecerão acampados até domingo (4). São 250 famílias alojadas no escritório do Incra em Teodoro Sampaio e mais 200 famílias no prédio do órgão em Mirante.
"A previsão é ficarmos até o fim de semana, dependendo das negociações em Brasília. Pedimos que o governo coloque a reforma agrária em pauta novamente, além de liberar os R$ 400 milhões para os assentamentos. Queremos ainda a assinatura dos convênios com o Itesp para a regularização das terras", diz, em entrevista ao Portal.
De acordo com Maia, três fazendas na região dependem de avaliação técnica para ser utilizadas pela reforma agrária. "São as fazendas Nazaré, São Domingos e Nossa Senhora de Fátima, em Marabá Paulista e Sandovalina. Estão dependendo de avaliação dos peritos para voltar a serem áreas do Estado. São 700 famílias esperando por isso. Mas a justiça, com sua morosidade, é que determina. Se tiver vontade, um perito faz o trabalho de avaliação em uma semana. Parece que é pouca vontade", fala.
A Fazenda Nazaré pertence ao ex-prefeito de Prudente, Agripino Lima. Em outubro, a propriedade foi ocupada por integrantes do MST. Com área de 4,8 mil hectares, Maia avalia que a fazenda poderá abrigar 250 famílias caso seja destinada à reforma.
Fonte: Portal Prudentino.
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