Para os provedores e dirigentes das Santas Casas e hospitais filantrópicos da região de Presidente Prudente, os repasses defasados da tabela de preços praticada pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que é reajustada a cada cinco anos, é o principal fator apontado para explicar a situação precária que as unidades enfrentam.
No caso da Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente, os déficits mensais chegam a R$ 800 mil e a direção da unidade aponta que seria necessário parar as atividades por um mês para que as contas fossem ajustadas.
Outro exemplo, apontado pelo provedor da Santa Casa de Presidente Venceslau, mostra que a defasagem na tabela praticada pelo SUS, no caso de um tratamento de cólica renal, chega a 624%. Ou seja, no que é gasto R$ 5,00 para realizar o procedimento, o governo repassa apenas R$ 0,69.
Para continuarem sobrevivendo e não tomarem a atitude radical de fecharem as portas e decretarem falência, os dirigentes apelam para as campanhas de arrecadação de verbas, como almoços e leilões, readequam receitas que entram através de emendas parlamentares, prefeituras e convênios e convocam a ajuda da população e de entidades.
Tudo, segundo os provedores, para garantir o direito constitucional à saúde. "Enquanto o hospital estiver de portas abertas, temos que atender. Mas o governo está virando as costas para esta questão", disse o provedor do Hospital Regional de Teodoro Sampaio, João Divino Anselmo.
Sem perspectiva de melhoria, o presidente do Sindicato das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Presidente Prudente e Região, Celso Xavier Santin, prevê um futuro sombrio para as unidades de saúde e revela que "as Santas Casas e hospitais filantrópicos estão à beira do abismo", principalmente por causa da defasagem da tabela SUS. Com informações do Oeste Notícias
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