sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Inquilino pode negociar quando proprietário quer romper contrato para buscar aluguel maior


Segundo pesquisa do Secovi-SP (o sindicato das empresas do setor imobiliário do Estado de São Paulo), quem está alugando uma casa ou apartamento  agora encontra preços em média 20% acima dos praticados na mesma época do ano passado.
Observando esse percentual, bem superior à inflação de cerca de 6% acumulada no período de acordo com o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), indicador que reajusta a maior parte dos contratos, alguns proprietários rompem com os atuais inquilinos ou deixam de aceitar a renovação automática no caso dos compromissos em vias de expirar para buscar novos interessados que aceitem pagar montantes mais altos.
A lei permite, sim, que o locador interrompa o seu relacionamento com o morador sem dar explicações é o expediente chamado denúncia vazia.
Mas o locatário pode negociar para evitar o cancelamento, usando, como argumentos, a pontualidade na quitação dos alugueis, o seu capricho na conservação da residência e eventuais melhorias realizadas.
Administradores de imóveis são unânimes em afirmar que o bom comportamento do inquilino tem enorme valor.
"Despejar um morador correto e honesto pensando em conseguir rendimentos melhores traz bastante risco", diz Hilton Pecorari Baptista, diretor de locação residencial do Secovi-SP. "Na elaboração de um novo contrato, há taxas devidas aos intermediários, como o corretor. Se a reposição demorar dois ou três meses, perde-se aí a diferença que se esperava obter pelo reajuste. E, ainda, o prejuízo que causa um inadimplente, um descuidado ou alguém que incomode os vizinhos pode ser muito considerável."

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