sábado, 7 de janeiro de 2012

Tite nega obsessão e pede 'tesão' por Libertadores


Técnico afirma que jogadores não podem ter medo de errar e espera o mesmo empenho mostrado no Brasileiro




SÃO PAULO - Depois de participar da vexatória eliminação diante do até então desconhecido Tolima, da Colômbia, ainda na fase preliminar da Taça Libertadores de 2011, o técnico Tite afirmou nesta sexta-feira que o Corinthians não pode encarar a próxima edição do torneio como uma obsessão. O treinador lembrou que já tem longa experiência no torneio e procurou minimizar a inevitável pressão que estará nas costas dos seus jogadores, pois eles buscarão um título inédito para o clube.

"A Libertadores tem que ser vista com o tesão que o time teve no Brasileiro, mas não como obsessão, não com a pressão de que não posso errar", afirmou o treinador, que foi além ao dizer que a principal competição do País se equipara ao maior torneio da América do Sul em termos técnicos. "O nível técnico de uma Libertadores não é superior ao de um Campeonato Brasileiro, tem de encarar de forma natural e jogar numa Bombonera, num estádio do Estudiantes e jogar com naturalidade. Essa maturidade é um fator importante", acrescentou.
E, além de absorver a pressão por causa da pressão da torcida pela conquista de um título da competição, Tite aproveitou para valorizar o Paulistão, competição que o Corinthians também disputará no primeiro semestre. "A primeira busca é pela retomada de ritmo. Uma competição fica ligada à outra. Não consigo dizer: agora prepara, agora desliga a tomada, futebol não é assim. Nossa prioridade é de dar intensidade alta aos trabalhos e colocar a voltagem máxima para readquirir ritmo", disse, se referindo ao fato de que dará atenção especial aos dois torneios.
Nesta Libertadores, o Corinthians irá integrar o Grupo 6, que contará também com Deportivo Táchira, da Venezuela, Cruz Azul, do México, e Nacional, do Paraguai. E, apesar de a chave ser considerada boa para o time brasileiro garantir classificação às oitavas de final, Tite mostrou não se iludir com o fato. "O Cruz Azul já tem tradição (na Libertadores), o futebol venezuelano vem crescendo e o Nacional não é conhecido, mas eu respeito", disse.
O treinador também evitou apontar favoritos na briga pelo título continental de 2012. "Talvez seja minha oitava Libertadores, fora Sul-Americana, enfrentando Boca, Chivas, Estudiantes, é cedo pra falar qual é a grande equipe", opinou. 

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