quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Mosquito da dengue está cada vez mais resistente, diz Unesp
Pesquisa realizada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que o uso excessivo de inseticidas, tanto os aplicados pelas prefeituras quanto os caseiros, podem causar uma resistência genética no mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, contra seus efeitos. O estudo foi realizado em Presidente Prudente e mais seis cidades paulistas.
O levantamento coletou larvas e mosquitos em municípios com diferentes níveis de incidência de casos de dengue. A pesquisa de campo foi feita pela universidade em Presidente Prudente, Araçatuba, Botucatu, Marília, Campinas, São Sebastião e Santos.
Foi realizado um mapeamento genético de 95 mosquitos nascidos nos diferentes municípios selecionados. Também foi feito um estudo de como o organismos das larvas reage ao inseticida. Foram cerca de 150 larvas vindas de cada cidade. Ao analisar o organismo delas descobriu-se que as mais resistentes ao inseticida mostravam maior atividade das enzimas do grupo das esterases, capazes de neutralizar o veneno.
Já na fase de mapeamento, cada grupo de mosquitos mostrou um material genético muito variado, o que significa que há pouca mistura entre suas diferentes populações. As diferenças genéticas também apontam que o inseto desenvolve resistência ao inseticida dependendo da sua exposição ao veneno. “O importante é saber usar o inseticida de forma moderada aliado a alguns cuidados como não deixar água parada”, diz a pesquisadora Maria de Lourdes da Graça Macoris.
Atualmente a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) verifica a resistência dos insetos a venenos usados pelas prefeituras. Sempre que é detectado um índice de resistência alto, o veneno é substituído.
Por : Portal Prudentino
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